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Festival de Órgão da Madeira 2019

 

O 10º Festival de Órgão da Madeira acontece num ano especial de celebrações da história do Arquipélago da Madeira e, por esse motivo, apresenta-se com uma programação dedicada a “Seis Séculos de Música para Órgão” convidando a uma viagem musical através dos séculos e do património organístico existente na Região.
 
É um Festival ao qual já é reconhecido um lugar de destaque no palco cultural internacional, afirmando-se, também, como um cartaz turístico e cultural de referência na Madeira pela qualidade e singularidade de programação e grande envolvimento com a comunidade, reforçando a sua aproximação ao público e consequente afirmação.
 
Entre os dias 18 e 27 de Outubro, realizaremos 11 concertos em diferentes Igrejas e Conventos nos concelhos do Funchal, Machico, Ponta do Sol e Porto Santo, em órgãos históricos onde voltaremos a ouvir a “voz” deste instrumento com programas diversificados desde o século XV ao século XXI, que certamente proporcionarão momentos musicais irrepetíveis, destacando-se novas composições e obras que serão apresentadas pela primeira vez.
 
O Festival de Órgão da Madeira tem como principal objetivo a divulgação do património organístico existente na Região e a realização de concertos singulares que, simultaneamente, promovem o património edificado de caráter religioso onde estes instrumentos se encontram, e fomentam, junto do público residente e visitante, o interesse por um género musical diferente, valorizando a riqueza e diversidade do som do rei dos instrumentos em contexto histórico e de valorização patrimonial.
 
Sendo uma iniciativa da Secretaria Regional do Turismo e Cultura, o Festival de Órgão da Madeira tem a particularidade de ser um projeto agregador, de pessoas e instituições, que resulta de várias sinergias e processos colaborativos que envolvem e mobilizam diferentes entidades públicas e privadas. Agradeço, de forma muito reconhecida, a colaboração que tem vindo a ser mantida com a Diocese do Funchal e a total disponibilidade de todas as Igrejas envolvidas, assim como também reconheço a dedicação e o profissionalismo do Professor João Vaz, diretor artístico do Festival de Órgão da Madeira, que ao longo destes dez anos tem valorizado de forma persistente o património organístico da Região Autónoma da Madeira, fazendo deste Festival uma referência singular no panorama nacional e europeu.

 

— Eduardo Jesus —
Secretário Regional do Turismo e Cultura

 

 

 

Dez anos do Festival de Órgão da Madeira


O Festival de Órgão da Madeira atinge neste ano a sua décima edição. A conclusão deste ciclo de dez anos – um marco que tantos projectos culturais, de norte a sul do país, não lograram atingir – mereceria, só por si, uma comemoração e uma programação especial. A coincidência com a celebração dos seiscentos anos da descoberta das ilhas do Porto Santo e da Madeira vem conferir ao 10º Festival de Órgão da Madeira – subordinado, como em 2018, ao tema «seis séculos de música para órgão» – uma dimensão excepcional.

 

Na linha das edições anteriores, o festival deste ano apresentará o património organístico madeirense, apostando na diversidade de formações e de repertórios: de recitais a solo a concertos com orquestra sinfónica; de artistas de projecção internacional que se apresentam pela primeira vez na Região, a jovens intérpretes nacionais que encontram neste evento um espaço para a promoção das suas carreiras; de algumas das mais antigas obras para órgão, até à música dos nossos dias (incluindo a estreia de peças escritas especialmente para esta ocasião) e à improvisação – essa arte tão enraizada na tradição organística que é, pela sua qualidade de composição em tempo real, um verdadeiro paradigma de contemporaneidade.

 

A Madeira possui um património organístico diversificado (entre instrumentos novos e órgãos históricos de diversas origens) e foi uma política consistente de salvaguarda e promoção deste património, iniciada no final da década de 1990, com o restauro do órgão da Sé do Funchal, que veio viabilizar a realização deste festival a partir de 2010 e que o manteve vivo até agora. Desde a sua primeira edição em 2010, foi uma das principais preocupações do Festival de Órgão da Madeira incluir na sua programação todos os órgãos da região em funcionamento, independentemente da sua dimensão ou data de construção.

 

No final desta décima edição, ter-se-ão apresentado, mais de cinquenta organistas de dezasseis países, entre os quais figuras de primeiro plano, como Olivier Latry, Ludger Lohmann, Michel Bouvard, Martin Haselböck, José Luis González Uriol, Lorenzo Ghielmi, Catalina Vicens ou Stephen Tharp. Ter-se-ão produzido, mais de uma centena de concertos nas igrejas dos concelhos do Funchal, Machico, Ponta do Sol, Porto da Cruz e Porto Santo, incluindo recitais a solo, concertos com orquestra, ou mesmo espectáculos onde o órgão surge num contexto menos evidente: o jazz, o cinema, a literatura, a expressão corporal. Ter-se-ão movimentado diversos sectores da sociedade, desde as instituições oficiais à Igreja, à imprensa, aos músicos, a um público de muitos milhares de pessoas, entre madeirenses e visitantes nacionais e estrangeiros. Ter-se-á, com tudo isto, afirmado o Festival de Órgão da Madeira como o mais significativo evento organístico de todo o país. Ter-se-á, sobretudo, defendido e difundido o património de órgãos da Madeira, colocando-o definitivamente na paisagem organística internacional.

 

— João Vaz —
Diretor Artístico