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Orquestrofone

 

Fab. Limonaire Frères, n.º de série 3151
França, 1900
A. 320 x L. 280 x P. 50 cm
Aquisição Governo Regional, 1978
MQC 1977

 

Apresentações no Museu Quinta das Cruzes

 

Horário de funcionamento
3.ª feira a Domingo: 10.00h - 12.30h e as 14.00h - 17.30h
Encerra às Segundas-feiras e dias feriados nacionais, regionais e municipais
A hora limite para a última visita é às 17.00h.
www.museuquintadascruzes.com

 

Ingresso
> 3 €

> 2,50 €
- grupos organizados por agências de viagens ou associações

 

> 1,5 €
- portadores do Cartão Jovem
- reformados

 

  • Entrada Livre
  • Domingos
  • Crianças
  • membros da APOM / ICOM ou de quaisquer entidades públicas ou privadas afins, nacionais ou internacionais (Grupos de Amigos, etc.)
  • estudantes
  • jornalistas e profissionais do Turismo no desempenho das suas funções e devidamente identificados
  • guias
  • professores desde que devidamente identificados
  • funcionários da Direcção Regional dos Assuntos Culturais

 

O Orquestrofone é um instrumento de reprodução musical mecânico, demonstrativo da relação estreita entre a história da ciência, da arte e do entretenimento. A construção destes instrumentos foi largamente divulgada na Europa a partir de finais do século XIX / início do século XX.

 

Este instrumento esteve, desde sempre, vocacionado para a exibição pública em amplos espaços (cinemas, feiras, salões de baile). A sua complexidade mecânica, bem como a sua potência sonora, encobertas por uma enorme estrutura em madeira, com fachada sumptuosamente esculpida e policromada, justificaram o seu uso como instrumento de exploração comercial da música, animando bailes e festas ao ritmo de polkas, valsas, músicas populares e clássicas, constituindo por si só, a atracção principal.

 

Fabricados, entre outros, pela firma Limonaire Frères, fundada em Paris em 1840, os orquestrofones permitiam uma execução musical sem sofrer qualquer alteração, podendo substituir vantajosamente os músicos, de acordo com a própria publicidade da época.

 

A popularidade dos Orquestrofones chegou ao fim ainda na primeira metade do século XX, com a mudança dos hábitos sociais e com o aparecimento do fonógrafo, que alterou profundamente o modo como as pessoas consumiam música.

 

O Orquestrofone, que integra o espólio do Museu Quinta das Cruzes, é constituído por um corpo principal em madeira, profusamente decorado, e possui na face posterior um sistema mecânico, com leitor de cartões perfurados que permitem a reprodução da música, acionável por manivela com adaptação a motor eléctrico.

 

Esta é hoje uma peça de grande interesse patrimonial, não só por constituir uma raridade no mundo dos instrumentos musicais mecânicos, como também por documentar uma época extravagante, representada nas suas decorações neo-barrocas, nos seus bonecos mecânicos (autómatos que mimetizavam pessoas ou animais), nas suas músicas arrancadas aos salões e teatros.

 

Este complexo instrumento, comprado pelo 1º visconde de Cacongo na Exposição Universal de Paris, em 1900, encontrava-se na Quinta de Nossa Senhora Mãe dos Homens, quando foi adquirido em 1978 pelo Governo Regional ao herdeiro da família, Sr. Ricardo Nascimento Jardim. Juntamente com o instrumento foram igualmente diversos cartões de músicas que incluem valsas, polkas, rapsódias, marchas militares, hinos, bem como outras músicas clássicas e populares, destacando-se algumas pelo seu carácter inédito, tal como a versão d’ “A Portuguesa” de 1904 de Alfredo Keil, diversos Hymnos dedicados aos reis D. Carlos e D. Amélia, bem como versões dos Hymnos Português (1900), Nacional (1904) e da Ilha da Madeira (1905).

 

A primeira intervenção de restauro a que esta peça foi sujeita foi realizada pelo especialista Marc Fournier, em França no decurso de 1982. Posteriormente, decorre nas instalações do museu, uma segunda intervenção, entre 2003 e 2006, abrangendo as estruturas de madeira (Maria José Guedes, Isopo) e a componente instrumental (Dinarte Machado), tendo em vista a sua exposição pública com carácter definitivo.

 

A apresentação do Orquestrofone nos jardins do Museu Quinta das Cruzes constitui um factor de divulgação e de dinamização não só deste espaço museológico, mas também do Património Cultural da Região, na continuação da sua missão original de instrumento de diversão, estudo e divulgação musical.